segunda-feira, 30 de março de 2009

Eh pá, não percebo...

Mas afinal quem é que faz anos?!

Cocó, cocó, cocó, cocó! Parabéns ao cocóóóóóóó!

Que tenhas muitas cambalhotas mágicas hoje!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Le laissez-faire...

Estou mole. Não me apetece fazer nada.

Não me sinto criativa, nem sequer activa.

Enfim, vou arranjar qualquer coisa para fazer, já vegetei a manhã inteira na cama e não pode ser.

Estive a olhar para os primeiros posts e como andava mesmo mal. Ainda bem que vim aqui para a residência, começo o meu dia sem nada, mas depois vou encontrando pessoas e acabo sempre por ir a algum lado ou a conhecer pessoas novas. Nas semanas que estou aqui já conheci imensas pessoas novas, é refrescante isso acontecer em tão pouco tempo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Avec citron ou orange?

A primavera foi-se outra vez. Está a chover hoje.

Ah, quando saírem à noite em Paris, vejam antes quais os autocarros da madrugada para casa. Porque senão ficam como eu e uma amiga minha a dormir numa estação de metro.

Vá, não dormimos lá. Mas andámos uma hora de autocarro para fazer tempo e estivemos numa estação de metro duas horas. Foi giro. Havia música clássica e um sem-abrigo.

E tequilla. Comprem tequilla.

terça-feira, 17 de março de 2009

Printemps!!!

A Primavera começa a chegar a Paris! Ontem e hoje finalmente reconheci a cidade que vi no Verão e que disse: "Podia viver aqui."

Dia 21 começa oficialmente a Primavera e espero que o cinzento não volte. Hoje, ao sair do Musée des Arts Decoratifs no edíficio do Louvre, vi um pôr-do-sol fantástico. Uma enorme bola laranja pousava no horizonte recortado pelos prédios e emoldurada na esquerda pela Torre Eiffel e na direita pelos ramos negros e sem folhas das árvores do jardim das Tuileries. Eu e Magda, uma amiga polaca, caminhámos ao longo do jardim até encontrarmos o metro e fomos até ao Les Marais, um bairro perto do Centro Georges Pompidou, passear um pouco. Finalmente é bom perder-me por Paris.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Verão está a chegar :) :D

Ahhh esqueci-me, hoje foi o primeiro dia de calções :P beijinhoooooooooooo***

mon amour

Cabelo curtinho

Finalmente Solina... desculpa a demora!

Finalmente vim espreitar o lcd da tua nova vida... desculpa meu amor tenho andado atarefada e tenho pensado sempre em ti mas acabo por me esquecer de registar aqui qualquer coisinha!

Estive a ler os teus posts e todos os outros, tenho sabido sempre as novidades, mesmo sem cá vir. Fico mesmo contente de ler as tuas façanhas nestas linhas e de imaginar o teu sorriso lindo do outro lado da "linha" (tu entendeste). Aleluia que vejo a palavra festa de novo incluída na tua vida :P (tu és a festa solina, estava a estranhar tanta demora...) aposto que já estás nos dominios ;)

Olha por cá corta-se cabelo... pois é! Finalmente ganhei coragem para concluir o meu desejo, talvez me tenhas ajudado nessa convicção (sempre quis cortar o cabelo curto outra vez mas tinha medo do que as pessoas diriam... e apercebi-me que não é isso que realmente importa)

Eu sei o que estás a passar e concordo plenamente... sempre que viajo e conheço muita coisa e fico muitos dias fora, sinto sempre o mesmo (tão bom que é viajar e tão bom que é regressar a casa). Sempre dei muito valor às pessoas e aos momentos que passo com elas. É isso que relembro sempre... não o pôr do sol apenas, mas aquele em que dividi uma imperial fresca e um cigarro de mentol no meio de conversas com a ritinha, não o concerto de nouvelle vague apenas, mas aquele que passei ao teu lado, num momento completamente inesperado, não a esplanada, mas aquela com quem passei tardes de conversa à beira tejo com a catica, não o largo do rossio, mas aquele banco onde dividi uma ginginha óptima com a joaninha. Lisboa é, sobretudo, tudo o que tenho vivido convosco, as gargalhadas, os risos, o banho no campo pequeno num dia de verão, a dança na rua augusta a meio da noite, os copos caídos ao chão no bairro mais alto do sonho... por isso enquanto caminha, passo a passo, estás sempre comigo a acompanhar-me calmamente, ao virar da esquina da mercearia :)
E é tão bom voltar a tudo isto e tão melhor ainda sentires a falta disto...

Geralmente só sentimos falta do que já tivemos e do que deixámos de ter... tu sempre soubeste o quão importantes éramos para ti, assim como sempre soubeste o quanto amavas a ana... mas garanto-te que o que sentes agora, essas saudades, deram-te uma visão de tudo isso completamente diferente, e quando regressares a luz laranja vai ser muito mais intensa.

Agora aligeirando a conversa... novidades:

1 - como já sabes cortei o cabelito... lamento mas a única foto que aqui posso pôr para veres é com o meu pai... (já agora ele e a minha mãe mandam muitos beijinhos para ti, têm perguntado como vai tudo sempre que estou com eles)

(Espero que dê para ver)

2 - Estou a trabalhar no artigo da ana, quando acabar mostro-lhe e depois a ti :)

3 - namoros... continuamos na mesma (estou à espera que me tragas um françês :P)

4 - nível de saudades... a rebentar (despacha-te) apressa os dias até à páscoa :)

5 - trabalho - entusiasmada (gosto do prof de sociologia... lamento :P)

6 - algarve (continua no sitio... curte ai as ondinhas que apanhei no zavial...


7 - Concerto de Jason Myraz... a chegar (graças a voçês :D)

8 - GOsti... assim buérererrere :)

9 - Vá só mais uma vez... amo-te solina :P

10 - Beijinho

11 - Beijico

12 - Mais um... bom bom :)

sábado, 14 de março de 2009

Já estou em Paris há 38 dias. Não parece muito, mas sinto que estou a viver aqui há muito mais tempo. Já aconteceu e mudou tanta coisa que me dá a sensação de estar em Paris há muitos meses. Já mudei muita coisa em mim também, vir para aqui foi e é uma experiência que me está a ensinar muitas coisas que vão para além do programa curricular. Apesar de todas as saudades que tenho e de não gostar de algumas coisas aqui, ainda bem que vim. Já cresci bastante neste mês. E já conheci tanta gente diferente e tantas coisas interessantes que compensam as saudades que sinto.

A Ana chegou aqui na quarta-feira passada. Foi tão, tão bom estar aqui com ela. Finalmente Paris ganhou luz, aquela luz laranja e quente que eu gosto. Passou num instante, o tempo com ela nunca é suficiente, é preciso sempre mais e mais... Mas agora também existe um nós em Paris.

domingo, 1 de março de 2009

50 anos

Gatas com 50 anos?
Onde estarão vocês?
O que serão?

(Alguém que se atreva a imaginar e a descrever!)

Catarina Costa

Anos da Mãe

Viagem ao passado. Memórias, recordações e lembranças de uma vida que ainda tem tanto para viver.
Andei que nem máquina a digitalizar fotografias, muitas delas a preto e branco, da altura em que as calças se usavam muito a cima do umbigo e os rapazes se vestiam ao estilo do John Travolta (anos 70). Conheci um pai com muito cabelo e uma mãe de uma beleza que só não é inexplicável porque há sinais dela nos dias que correm. Estas imagens passaram no jantar surpresa da minha mãe, onde estavam os do costume, os de sempre. É bom ter a certeza que há amizades que se mantêm. Lembrei-me de vocês. Porque no meio de tantas recordações só nos imaginei às 5 numa mesa, a relembrar os nossos passos, as nossas quedas, as nossas paixões, a nossa vida, quando eramos tão crianças e crescidas ao mesmo tempo e passávamos a maior parte do tempo em casa do Director do 24 Horas. Tenho a certeza que um dia recordaremos os momentos do passado no jantar dos 50 anos da Joana Júdice, que vai ser sempre a primeira a sofrer o peso da idade.
Pois é, 50 anos. Chorou com o vídeo. Abraçou-me. Dançou. Bebeu. Juntou-se à Tia Fernanda e tentaram as duas casar-me com o filho dela, o Gonçalo. A tia jurou que me ia arrumar a casa sempre que nós quisessemos e que ia ser a melhor sogra do mundo. Proposta tentadora!
A minha mãe estava tão feliz. Não sabem o bem que o sorriso dela fez ao meu.
Quando crescer quero ser um bocadinho como a minha mãe, mas seremos sempre diferentes. Porque eu acho que a minha mãe não comete erros e eu farto-me de os cometer. Só isso, faz de mim uma pessoa diferente. Mas tudo o que eu sou hoje, deve-se a ela.
No meu rosto haverá sempre sinais de ti Mãe, haverá sempre sinais teus no meu caminho. Seremos sempre as melhores amigas, como dantes, como sempre.
Não é segredo nenhum, eu adoro a minha mãe.

Catarina Costa